O amor é tão importante ao poeta quando o favo ao colibri, que ao beijar a flor sente o arrebatamento d’alma, o arroubo, o enlevo, o enlevamento, o rapto, a contemplação íntima, o transporte do prazer.
A música é tão importante ao cantador como o leite da loba quando vai alimentar a matilha recém-parida.
O amor e a música são a vida, a coragem, a loucura, a raça, a palavra, a comunhão, o signo, o fruto, a energia, o mel, o amanhecer, o mar, o céu, a franqueza, a ternura e a guarida do poeta que canta… e tão bonito canta que melhor é pararmos e deixarmos que o poema musicado nos enleve e faça-nos sonhar até mais longe.
A música é tão importante ao cantador como o leite da loba quando vai alimentar a matilha recém-parida.
O amor e a música são a vida, a coragem, a loucura, a raça, a palavra, a comunhão, o signo, o fruto, a energia, o mel, o amanhecer, o mar, o céu, a franqueza, a ternura e a guarida do poeta que canta… e tão bonito canta que melhor é pararmos e deixarmos que o poema musicado nos enleve e faça-nos sonhar até mais longe.
Hildebrando Gomes
23/12/83
O local é ao lado de um texto de Vinícius de Morais, na contra capa do vinil “Das Barrancas do Rio Gavião” de Elomar. Dois anos antes de eu chegar por essas bandas terrenas. E lá escreve aquele que em breve seria meu pai, com uma sensibilidade que é requisito para os que se dispõem a chamar alguém de filho.
Sem chorumelas, é um texto do meu véi que eu acho massa. E que, se um dia eu for capaz, tentarei musicar.

2 comments
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2 Janeiro, 2007 às 2:52 am
Clarrissa Yemisi
O amor e a música guardam entre si, sem dúvias, um liame vital. Se há música sem amor (e aqui enquadra-se qualquer tipo de amor: ao outro, a si próprio, à vida, à morte, à arte, ao ócio, à letra, ao vício, etc, etc, etc…), esta é corpo sem alma, sem vida. É matéria pura e simples, objeto, coisa.
Talvez possamos afirmar ser ele o ingrediente fundamental da receita artística como um todo… e creio que vc percebe isso, pelo texto do papai que postou aqui, não??
Quanto a musicar o texto… hummm… isso me lembra uma velha tentativa frustrada de parceria… huhauahuahuah! Mas que, quem sabe um dia, pode tomar outros rumos…
Xero, xatíssimo!!!
E que este espaço seja cada vez mais “mirantânico”…!
6 Dezembro, 2007 às 9:33 pm
Andre L. Soares
Elomar é um compositor maravilhoso. Desde que ouvi ‘na quadrada das águas perdidas’ e ‘rapto de joana do tarugo’, nunca mais deixei de apreciar sua obra. Espetacular. Digno de muito mais reconhecimento do que já alcançou até então.