Das coisas que eu já li em algum outro lugar(neste caso, na minha coleção do Pasquim21) e me deparo novamente aqui na Web.
Mais uma vez Faustino Von Wolffenbüttel. Fazer o que n eh mesmo? Vê se eu posso com isso:
“Tenho algumas macieiras no quintal, e antes de ir para o trabalho deixo duas dúzias numa mesinha em frente de casa e uma caixinha onde os “clientes” depositam o dinheiro das frutas. Hoje à noitinha não havia mais uma sobre a mesa e a conta bateu direitinho: 75 centavos por maçã. Embolsei os trocados, e ao entrar em casa minha mulher me informou que a enfermeira aparecera para ver nossa filha, que nasceu há duas semanas. Acompanhei o parto da minha mulher, e desde que ela voltou para casa uma enfermeira nos visita duas vezes por semana, o que acontecerá até a menina completar seis meses.”
O resto? Aqui na versão On line do Caderno B do JB: Um dia nos anos 70
Ainda que comunista, bêbado e endividado, o sujeito é responsável por boa parte da meia de ruminância diária a que dedico meus pensamentos. Nostálgico de um tempo que não foi meu, temo tornar-me ultrapassado antes mesmo dos primeiros fios de cabelos brancos. Mantenho a fé, no entanto, de uma melhora das condições de vida de nossa gente mediante o uso de nosso conhecimento para o bem de todos. Ou, como diria o velho lobo neste no texto acima: “Se o governo brasileiro fosse composto por seres humanos, que belo país seria o nosso, não é mesmo?”

5 comments
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28 Maio, 2008 às 11:41 pm
Fran
Seria muito bom viver num país em que as pessoas tivessem direito, pelo menos, à educação e à saúde de qualidade, mas enquanto o sonho não se realiza, ficamos nós com os textos do ‘velho lobo’.
p.s: eu já disse que vc fica bem de preto????
kkkkkkkkkkkkk
bjs
29 Maio, 2008 às 12:01 am
Rossana
Seria um ótimo país este… será que dá pra apagar tudo e começar do princípio? Um páis novo, usado em folha!
29 Maio, 2008 às 12:38 am
D. Garcia
Pq tantos “seria”, “se”, “talvez” e “mas” em nossas vidas? Pq nada mais simples e direto? Pq o melhor e mais simples é mais difícil? Pq tá tudo torto, se a reta é o caminho mais curto entre dois pontos?
29 Maio, 2008 às 3:24 pm
Gauche
Dê, primeiro quero dizer que adorei o que disse ontem sobre a minha última postagem. Sentir é sempre o mais importante; entender? Às vezes não é esse o propósito! Obrigada pelas palavras, viu?
Boas perguntas, Dê! Por quê? O uso demasiado de adversativas, concessivas, modalizadores e blá blá blá é por quê? Acredito que isso seja reflexo de quanto as pessoas acomodaram-se diante do caos do mundo. Lamentam, reclamam, desejam, sonham, etc, mas NADA fazem. Infelizmente o egoísmo sempre vence; a gana sempre é maior, e assim a luta cotidiana em busca do enriquecimento [como se só existisse o enriquecimento financeiro] cresce mais e mais, e a desumanidade do ser chamado de humano acompanha o acelerado crescimento. É triste ter a consciência de que o nosso redor está quase perdido [pra não dizer que já está]; e não adianta alguém dizer que faz a sua parte, que não é suficiente. Chegamos a um ponto que precisamos de uma conscientização em massa para que a nossa esperança de melhora na situação social [que engloba educação e saúde] seja fato consumado e justo a todos. Eu disse a todos!
Ôh, Dê, alguma coisa contra comunistas? Hehe…
Beijos :*
29 Maio, 2008 às 6:41 pm
D. Garcia
ueheuh
Contra os comunistas? Só a falta de banho e a barba exagerada. rsrs
Mas ainda acho que vamos chegar num estado de coisas tal onde a ‘insustentável leveza do ter’ vai desabar sobre nós.
Neruda dizia que vamos subindo para ver do alto a verdade repartida. Acho que estamos descendo a cada dia, a especialização das nossas faculdades está nos levando ironicamente à barbárie. A elevação do nosso conhecimento não é correspondente à evolução das nossas virtudes.
Porém, se Atlas não güentar o peso do mundo, se os trabalhadores de fato unirem-se ou qualquer cagada acontecer no meio do caminho d‘O Coiso finalmente será, como dizia Neruda(outro ateu comedor de criancinhas):
a verdade repartida,
a simplicidade implantada na Terra,
o pão e o vinho para todos.
cheiros cheiros