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Tou indo pra faculdade, indo tomar banho e almoçar. Inda não sei onde irei de chegar.

Passei ontem em frente a um terreno baldio aqui perto de casa. Era por volta das 16h de uma quinta feira ardida e um monte de marmanjo jogava futebol. Outros tantos aguardavam sua vez de jogar. “Quantos daqueles eram pais de família, tinham de sustentar suas casas, filhos, pais, esposa, etc?” – perguntei-me naquele momento. Mas o que importava se viviam bem consigo mesmos? Ao menos dentro daquelas quatro mal-traçadas linhas, corrigindo.

Será que estariam imensamente felizes fazendo a mesma faculdade que eu? Engolindo sapo dos professores, passando horas para entender de que forma uma chave de um banco de dados se relaciona com uma entidade, e demais frivolidades?  Qual o fim disso tudo? Passar noites a fio projetando sistemas para que as pessoas troquem informações mais eficazmente através de super plataformas globais? Já não poderiam fazer isso no campinho ali do lado enquanto aguardam sua vez de jogar?

Me dá um enfado esta sociedade complexa da nossa modernidade, pós-modernidade, ou o escambau que queiram nomear para sentirem-se mais inovadores e privilégiados.  Por vezes me dá um arroxo no peito e uma vontade de trabalhar levantando parede, tijolo por tijolo, pedra por pedra. E no fim algo sólido e concreto como fruto do meu trabalho. E não aquele papo do professor de Sociologia da comunicação com o “trabalho de sísifo” que é o jornalismo em sua realidade cotidiana, sua efemeridade cada vez maior.  E sua contribuição para construção de alguma para quem quer que seja. Quero mesmo é bater minha peladinha num campinho de terra batida. Simples como no começo.

Imagem do dia:

Little Wounded Soldier by *ACSolha on deviantART

Estava à toa na vida, vendo a banda passar. Um feriado e um, tá bom, 1/2 impressado.

resolvi fazer uma camiseta pra também entrar na moda.

A frase? Nação zumbi ‘o fogo anda comigo

A fonte? brand new

Tava ali, entre uma assoada no nariz e outra, lendo um livrinho. “A aventura do livro: do leitor ao navegador” é o nome do livro do historiador Roger Chartier.

Enquanto lia, pensava cá comigo: “Táquiopariu! Como tou lendo sobre história do livro, se há alguns anos atrás a coisa que mais odiava no colégio era ler ou escrever?” rsrrs

Mas é assim mesmo. Terminei de fichar o bendito agora e vim prestar contas com a Jehnifer. Eu tinha falado do Elomar mas não coloquei um só link pra ela baixar as músicas. Aqui vai o endereço do blog onde sempre acho coisa boa. http://sombarato.blogspot.com/search/label/Elomar

Só que não vou deixar os leitores(2ou3?) que não gostam de Elomar na mão. Aproveitei o embalo nas digitações e copio abaixo o último trecho do livro que li hj.  cheiros.

O que me lembra, pra terminar, um outro conto: a novela de Pirandello intitulada Mundo de papel.Nela, um leitor, o professor Balicci, fica cego de tanto ler. Ele fica desesperado porque a voz interior dos livros, que passava por sua visão se calou. Imagina então um primeiro subterfúgio, pedir a uma leitora para lhe ler em voz alta, mas o procedimento revela-se um desastre. A moça lê à sua maneira e Balicci não ouve mais a voz de seus livros. Ele ouve uma outra voz, que choca sua audição e sua memória. Ele pede então a sua leitora que fique quieta e leia em seu lugar. Ela deve ler, para ela mesma, em silêncio, a fim de dar nova vida a este mundo que, desabitado, corre o risco de se tornar inerte. Lendo um lugar de Balicci, a leitora evitará que seus livros morram, abandonados, ignorados. Mas o drama se precipita quando um dia, lendo uma descrição da catedral e do cemitério de Trondheim, na Noruega, a leitora exclama: “Eu estive lá e não é de modo algum como está no livro!”. O professor Balicci, então, tomado de terrível cólera, despede a leitora gritando:”Pouco me importa que você tenha estado lá, do modo como está escrito, é assim que deve ser”. O mundo de papel de Balicci, como o de Dom Quixote, tornara-se o próprio universo. Cego, o professor encontra seu único conforto, ou sua única certeza, no fato de que, quand folheia seus livros, que se tornaram ilegíveis, seus textos retornam na sua memória e, com eles o universo tal como ele é – ou deve ser.

Tarde de chuva e eu no terraço agarrado com a violinha, pensando água.

Dia cinza na capital paraibana. Como pode, se a água é incolor?

Porque a gente nunca ouvi minha mãe quando ela disse: “meu filho, toque, mas não cante não”. Até gravar umas besteiras no pc e perceber que kelly key até é “afinadinha”.

Por que eu não crio uma forma de aproveitar a água que cai dos telhados para alguma coisa evitando que se desperdicem pelas vias pluviais das cidades?

Porque eu não tenho uma super câmera com uma super macro pra fazer fotos da chuva?

E essas cordas que nunca afinam, estão velhas assim?

Porque muitas das coisas que nos parecem tão grandes, tornam-se pequenas, quase insignificantes, quando algumas pessoas estão por perto?

Por último… … … : porque elas insistem?

Eu sou um sujeito chato em minhas vontades de descobrir os “porquês” das coisas. Desde guri eu quero saber como faz, porque acende, de onde vem, como meche, por onde sai o som e outro mais. Com isso acabei exterminando ou inutilizando alguns dos meus brinquedos favoritos de infância. Agora que já sou adolescente tento conter minha quantidade de questionamentos para evitar desconfortos vários.

Mas daí meu prof de Banco de Dados contou uma historinha legal outro dia sobre uns macaquinhos. Dias depois eu li uma pequena referência a ela na internet e hoje fui ver se encontrava o texto na íntegra. Reproduzo abaixo esta versão que encontrei, entre tantas outras:

Era uma vez um grupo de cientistas q resolveu fazer um experimento com macacos… Colocaram 5 em uma jaula, uma cadeira e um cacho de banana no lugar mais algo da jaula de forma q soh se conseguisse alcancar as bananas subindo na cadeira.

Quando um dos 5 macacos subia na cadeira pra pegar as bananas, os q estavam em baixo eram atingidos por um jato de agua gelada. Toda vez q algum deles subia na cadeira, os outros tomavam o banho de agua fria… Ate que apos algumas tentativas, qdo algum deles tentava subir na cadeira os outros puxavam pra baixo e fechava na porrada.

Apos alguns dias, os cientistas substituiram um macaco por outro q nao conhecia a treta da agua fria. A primeira coisa q esse fez foi subir na cadeira, e ser derrubado dela na base da porrada. Sequer deu tempo dos cientistas darem o banho de agua fria nos outros.

Apos alguns dias, trocaram mais um macaco por outro que tbm nao conhecia a hitoria da agua fria… Na primeira tentativa de subir na cadeira, todos os outros macacos baixaram porrada nele, inclusive o q havia sido previamente substituido e ainda NAO tinha tomado um banho de agua fria.

Assim foi sucessivamente até q todos os macacos originais foram trocados, e nenhum dos macacos q estavam na jaula tinha ainda tomado o banho de agua fria, mas, no entanto, todos eles batiam em qualquer um que tentasse subir na cadeira…

É, não deu pra postar direto da aula. Tive que sair antes do fim pra poder “poivar” uma carona. Mas aí segue o que tava fazendo pra passar o tempo acompanhar a aula.

Enquanto o professor de Design de Interface tagarela sobre web 2.0, web 3.0, web x.0 e o escambau, me danei a bloguear aqui do laboratório. Acabei encontrando uma pequena correntinha(meme) neste blog e resolvi embarcar também no mundo das correntinhas. Afinal de contas, como alguns já devem ter notado, o clima aqui anda bastante ameno. Então vamos:

Por que resolveu criar o blog?
O Mirantânico nasceu há um bom tempo como um depósito para as minhas ruminâncias. Fossem elas ligadas ao meu cotidiano, formação ou de manifestações culturais. Após três posts, o blog tornou-se orfão. No início deste ano, ou final do anterior, decidi criar um blog mais “profissional”. Foi aí que surgiu o flooco. Só que este foi se desviando do seu ideal e acabei reavivando o Mirantânico.

O que te dá mais prazer em blogar?
Poder reler meus posts, e os comentários que possam originar, depois de algum tempo.

Indique um blog bom e um blog que você não gosta e porquê?
Gosto do Obvious. É um blog que tem sempre algo interessante a ser visto. Uma expressão artistica, uma coleção de imagens interessantes, comentários sobre lugares, pessoas, épocas, “enfim um olhar mais demorado” sobre o nosso cotidiano.
Não gosto do Kibe Loko. Porque? Precisa mesmo? Atraso de vida da gota. Só serve pra preencher o horário de almoço de muita gente aí. Que, ao invés disso, poderia buscar coisas bem mais interessantes, inteligente e ingraçadas(pra n perder o padrão).

Qual tipo de música, e quais suas bandas favoritas?
Música? Ah, qualquer uma que o músico tenha pensado mais de dois minutos antes de compô-la. Eu sou meio chato quanto a música, mas não tenho um estilo definido. Aqui toca, rap, rock, samba, reggae, repente, cantoria de viola, mpb, eletronica, regional e mais uma carroça de coisas.

seaquinevassevocêusavaesqui?
Isso é conversa, homi? Eu tava era dentro de casa, devidamente agasalhado, batendo os dentes e vendo filminho na sessão da tarde.

Você é: casado(a), solteiro(a), separado(a), enrolado(a), desquitado(a), chutado(a), viúvo(a) ou outros?
Sou namorado.

Por que você deu este nome ao seu blog?
“Mirantânico” é um adjetivo que o cantor baiano Xangai atribui a Renato Teixeira e Natan Marques quando da gravação do cd “Aguaraterra” no centro Cultural de São Paulo. Algo mais ou menos assim: “Cantar com Renato Teixeira e Natan é um prazer ‘lantequérico’, ‘mirantânico’ “. Tempos depois, descobri uma fruta (ou raiz) lá da amazônia chamada mirantã. Numa rápida googlada vi que o mirantã é conhecido também como marapuama e tem altos poderes afrodisícos. Será que o Xangai tinha interesses ‘afrodisíacos’ com os outros dois lá?

Mas eu não sabia disso quando da criação do nome do blog só achei a palavra bonitinha.

e-braços

Up 29/04/2008

Atendendo a pedidos:

indico esse meme pra uma guria de óculos lá da floresta:

Porque a dor de toda partida é compensada no regresso? Tudo se apaga? Ficam as marcas da ausência ou resignamos-nos de nossa condição?

O fato é que o Mirantânico retorna. Tamanho era o espaço que as “amenidades” que vinham despontando pelo Flooco que eu resolvi dividir a coisa em duas. Do lado de cá ficam as picuinhas do dia a dia e as indigestões de toda sorte. Algo que possa ser interessante para quem venha a ler este blog ou que meramente sirva-me como repositório de pensamentos.

Aos poucos veremos como o Mirantânico se comportará com sua vida própria. A quem interessar possa: atualize o link no seu wordpress e no blogspot.

E-braços.

mas a tipografia se reinventa e os fios usados para unir as páginas de livros passam a formar links entre palavras dentro do próprio texto. esta é a proposta do designer inglês Dan Collier

Idealizador do projeto “Typographic Links”, uma publicação “feita a mão” que revela links e conexões  dentro do mundo da tipografia.

do designer blog.

Qual seria o forro da gaiola dos canários que meu pai cria? Que material minha mãe utilizaria para fazer suas caixas e cestas? Jornal, claro, jornal.

Who says no one needs newspapers anymore?

 

 

D. Garcia
13 de novembro de 2007
texto produzido para a disciplina Português Instrumental do curso de Sistemas para Internet do CEFET-PB

A língua, código da fala, é ferramenta do homem para estabelecer comunicação, pura e simplesmente. Ainda que muitas vezes não a percebamos como tal, pois que nos é culturalmente apresentada, nas escolas e convívio formal, como produto acabado e imutável de seqüenciais aprimoramentos devendo assim ser preservado.

Recordo de um artigo de Luis Fernando Veríssimo chamado “Gigolô das palavras” onde ele dizia que “a Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda”. No mesmo texto o escritor defendia a espontaneidade da fala em lugar do rigor gramaticista que limita o potencial criativo dos usuários da língua.

Sem querer recair sobre questões determinísticas quase infindáveis, acredito que a regulamentação de códigos para a língua, assim como demais tecnologias, está sempre a reboque daquilo que é vivenciado pela sociedade. Decerto que as necessidades desta também não determinam todos os avanços tecnológicos. Criatividade, iniciativa e, cada vez mais, fatores econômicos influenciam os rumos da tecnologia produzida pelo homem.

Com tudo isso, pretende-se dizer que…

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