me

ê lêlê. Adoro quando o povo acredita.

gouche
(é assim que aparece seu nome de usuário. dá pra mudar lah no perfil do blogspot), escrever bem é complicado. O lance é que pra ser jornalista vc não precisa de um puta domínio de nada, basta ser desenrolado (em seus vários aspectos: coletar informação, cooptar pessoas…), ter um domínio médio do português (supondo que vc tem um grande público com que lidar, é preciso uma linguagem que todos entendam) e ser ágil. E para a(!) jornalista que, ainda assim, não for capaz de exercer bem a profissão…  haverá sempre um senador ou coisa que o valha….

fran,
eu te elogiei. Disse que vc “até que não é má pessoa”, vc eh que n é sensível o suficiente. rsrs. E não é que eu não goste de saber sobre sua consulta com a fono, ou se vc tá ‘de mal’ com o professor… é que… Quanto a ler, novamente… ah, raul, raul em ‘também vou reclamar’: “(…) olhe os livros na minha estante/ que nada dizem de importante/ servem só pra quem não sabe ler(…)”. sintam-se a vontade pra refletir a respeito.

calundú,
cade tú? verdade tu tá sumida. deve ser esse tempo chuvoso, tu sem pegar nenhuma corzinha deve estar mesmo invisível. rsrs. Eeeeu? Tou aqui quieto. Sempre fui meio cínico. Mas me contentei um dia com isso ao ler em algum lugar (não, não foi google, fran!)  que cínismo vem de uma galera grega chamada de ‘kínicos’. os tais, eram filósofos menores que viviam de fazer provocações à autoridades, oradores e filósofos… o diabo A4.

ufa!!

más notícias:
minha mãe apareceu hj com um microfone pra o pc aqui. o que combina pessimamente com a instalação do sony soundforge no meu pc. rsrrs
não perda os próximos capítulos.

cheiros

Tava ali, entre uma assoada no nariz e outra, lendo um livrinho. “A aventura do livro: do leitor ao navegador” é o nome do livro do historiador Roger Chartier.

Enquanto lia, pensava cá comigo: “Táquiopariu! Como tou lendo sobre história do livro, se há alguns anos atrás a coisa que mais odiava no colégio era ler ou escrever?” rsrrs

Mas é assim mesmo. Terminei de fichar o bendito agora e vim prestar contas com a Jehnifer. Eu tinha falado do Elomar mas não coloquei um só link pra ela baixar as músicas. Aqui vai o endereço do blog onde sempre acho coisa boa. http://sombarato.blogspot.com/search/label/Elomar

Só que não vou deixar os leitores(2ou3?) que não gostam de Elomar na mão. Aproveitei o embalo nas digitações e copio abaixo o último trecho do livro que li hj.  cheiros.

O que me lembra, pra terminar, um outro conto: a novela de Pirandello intitulada Mundo de papel.Nela, um leitor, o professor Balicci, fica cego de tanto ler. Ele fica desesperado porque a voz interior dos livros, que passava por sua visão se calou. Imagina então um primeiro subterfúgio, pedir a uma leitora para lhe ler em voz alta, mas o procedimento revela-se um desastre. A moça lê à sua maneira e Balicci não ouve mais a voz de seus livros. Ele ouve uma outra voz, que choca sua audição e sua memória. Ele pede então a sua leitora que fique quieta e leia em seu lugar. Ela deve ler, para ela mesma, em silêncio, a fim de dar nova vida a este mundo que, desabitado, corre o risco de se tornar inerte. Lendo um lugar de Balicci, a leitora evitará que seus livros morram, abandonados, ignorados. Mas o drama se precipita quando um dia, lendo uma descrição da catedral e do cemitério de Trondheim, na Noruega, a leitora exclama: “Eu estive lá e não é de modo algum como está no livro!”. O professor Balicci, então, tomado de terrível cólera, despede a leitora gritando:”Pouco me importa que você tenha estado lá, do modo como está escrito, é assim que deve ser”. O mundo de papel de Balicci, como o de Dom Quixote, tornara-se o próprio universo. Cego, o professor encontra seu único conforto, ou sua única certeza, no fato de que, quand folheia seus livros, que se tornaram ilegíveis, seus textos retornam na sua memória e, com eles o universo tal como ele é – ou deve ser.

Eu sou um cético, um critico, um questionador, um inquieto, um curioso, um resiliente. Também um jovem cheio de ’saudades e esperança’. E que sabe que nesse estradar de retirante muito se perde, outro tanto se ganha, mas dentro de um labirínto está. E se não chegou ainda na saída, vai se divertindo por entre os jardins secretos que for encontrando pelo caminho.

Enfim, vou testar aqui como o wordpress disponibiliza um arquivo de áudio. Pra não ser qualquer um, que seja Elomar. E um trecho da música Cavaleiro de São Joaquim segue abaixo:

“Sonho que na derradeira curva do caminho
existe um lugar sem dor sem pedra sem espinhos.
Mas se de repente lá chegando não encontrar
seguirei em frente caminhando a procurar” mais>>

Oiça:

Cavaleiro de São Joaquim

E-braços.

Tarde de chuva e eu no terraço agarrado com a violinha, pensando água.

Dia cinza na capital paraibana. Como pode, se a água é incolor?

Porque a gente nunca ouvi minha mãe quando ela disse: “meu filho, toque, mas não cante não”. Até gravar umas besteiras no pc e perceber que kelly key até é “afinadinha”.

Por que eu não crio uma forma de aproveitar a água que cai dos telhados para alguma coisa evitando que se desperdicem pelas vias pluviais das cidades?

Porque eu não tenho uma super câmera com uma super macro pra fazer fotos da chuva?

E essas cordas que nunca afinam, estão velhas assim?

Porque muitas das coisas que nos parecem tão grandes, tornam-se pequenas, quase insignificantes, quando algumas pessoas estão por perto?

Por último… … … : porque elas insistem?

Eu sou um sujeito chato em minhas vontades de descobrir os “porquês” das coisas. Desde guri eu quero saber como faz, porque acende, de onde vem, como meche, por onde sai o som e outro mais. Com isso acabei exterminando ou inutilizando alguns dos meus brinquedos favoritos de infância. Agora que já sou adolescente tento conter minha quantidade de questionamentos para evitar desconfortos vários.

Mas daí meu prof de Banco de Dados contou uma historinha legal outro dia sobre uns macaquinhos. Dias depois eu li uma pequena referência a ela na internet e hoje fui ver se encontrava o texto na íntegra. Reproduzo abaixo esta versão que encontrei, entre tantas outras:

Era uma vez um grupo de cientistas q resolveu fazer um experimento com macacos… Colocaram 5 em uma jaula, uma cadeira e um cacho de banana no lugar mais algo da jaula de forma q soh se conseguisse alcancar as bananas subindo na cadeira.

Quando um dos 5 macacos subia na cadeira pra pegar as bananas, os q estavam em baixo eram atingidos por um jato de agua gelada. Toda vez q algum deles subia na cadeira, os outros tomavam o banho de agua fria… Ate que apos algumas tentativas, qdo algum deles tentava subir na cadeira os outros puxavam pra baixo e fechava na porrada.

Apos alguns dias, os cientistas substituiram um macaco por outro q nao conhecia a treta da agua fria. A primeira coisa q esse fez foi subir na cadeira, e ser derrubado dela na base da porrada. Sequer deu tempo dos cientistas darem o banho de agua fria nos outros.

Apos alguns dias, trocaram mais um macaco por outro que tbm nao conhecia a hitoria da agua fria… Na primeira tentativa de subir na cadeira, todos os outros macacos baixaram porrada nele, inclusive o q havia sido previamente substituido e ainda NAO tinha tomado um banho de agua fria.

Assim foi sucessivamente até q todos os macacos originais foram trocados, e nenhum dos macacos q estavam na jaula tinha ainda tomado o banho de agua fria, mas, no entanto, todos eles batiam em qualquer um que tentasse subir na cadeira…

Mas o que diabos é Google Bomb, sujeito? Pois tá, eu explico, quer dizer, reproduzo: Google Bomb é uma “inserção de posts que intencionalmente contêm uma série de palavras ou frases susceptíveis de atrair visitas através de motores de pesquisa” (define: google bomb). A este respeito, mais informações na Wikipedia.

E não é que o Flooco ( acho que ele deve tá se ruendo de ciúmes do Mirantânico tamanha a quantidade de atualizações por aqui) tá ‘bombando’ no google? Curiosamente, a danada da expressão que indica meu singelo blog em primeira posição é “AFÃ ADOLESCENTE”. Não tinha outra melhor não, dr Google?

Quão reveladora uma Google Bomb é a respeito dos nossos blogs ou de nós mesmos? O que ‘afã adolescente’ significa? Seria esta uma nova forma de percepção de nossas manifestações psicológicas? Tenho lá minhas dúvidas. Vou aculá ver um desenho animado e depois jogar um pouco.

e-braços.

É, não deu pra postar direto da aula. Tive que sair antes do fim pra poder “poivar” uma carona. Mas aí segue o que tava fazendo pra passar o tempo acompanhar a aula.

Enquanto o professor de Design de Interface tagarela sobre web 2.0, web 3.0, web x.0 e o escambau, me danei a bloguear aqui do laboratório. Acabei encontrando uma pequena correntinha(meme) neste blog e resolvi embarcar também no mundo das correntinhas. Afinal de contas, como alguns já devem ter notado, o clima aqui anda bastante ameno. Então vamos:

Por que resolveu criar o blog?
O Mirantânico nasceu há um bom tempo como um depósito para as minhas ruminâncias. Fossem elas ligadas ao meu cotidiano, formação ou de manifestações culturais. Após três posts, o blog tornou-se orfão. No início deste ano, ou final do anterior, decidi criar um blog mais “profissional”. Foi aí que surgiu o flooco. Só que este foi se desviando do seu ideal e acabei reavivando o Mirantânico.

O que te dá mais prazer em blogar?
Poder reler meus posts, e os comentários que possam originar, depois de algum tempo.

Indique um blog bom e um blog que você não gosta e porquê?
Gosto do Obvious. É um blog que tem sempre algo interessante a ser visto. Uma expressão artistica, uma coleção de imagens interessantes, comentários sobre lugares, pessoas, épocas, “enfim um olhar mais demorado” sobre o nosso cotidiano.
Não gosto do Kibe Loko. Porque? Precisa mesmo? Atraso de vida da gota. Só serve pra preencher o horário de almoço de muita gente aí. Que, ao invés disso, poderia buscar coisas bem mais interessantes, inteligente e ingraçadas(pra n perder o padrão).

Qual tipo de música, e quais suas bandas favoritas?
Música? Ah, qualquer uma que o músico tenha pensado mais de dois minutos antes de compô-la. Eu sou meio chato quanto a música, mas não tenho um estilo definido. Aqui toca, rap, rock, samba, reggae, repente, cantoria de viola, mpb, eletronica, regional e mais uma carroça de coisas.

seaquinevassevocêusavaesqui?
Isso é conversa, homi? Eu tava era dentro de casa, devidamente agasalhado, batendo os dentes e vendo filminho na sessão da tarde.

Você é: casado(a), solteiro(a), separado(a), enrolado(a), desquitado(a), chutado(a), viúvo(a) ou outros?
Sou namorado.

Por que você deu este nome ao seu blog?
“Mirantânico” é um adjetivo que o cantor baiano Xangai atribui a Renato Teixeira e Natan Marques quando da gravação do cd “Aguaraterra” no centro Cultural de São Paulo. Algo mais ou menos assim: “Cantar com Renato Teixeira e Natan é um prazer ‘lantequérico’, ‘mirantânico’ “. Tempos depois, descobri uma fruta (ou raiz) lá da amazônia chamada mirantã. Numa rápida googlada vi que o mirantã é conhecido também como marapuama e tem altos poderes afrodisícos. Será que o Xangai tinha interesses ‘afrodisíacos’ com os outros dois lá?

Mas eu não sabia disso quando da criação do nome do blog só achei a palavra bonitinha.

e-braços

Up 29/04/2008

Atendendo a pedidos:

indico esse meme pra uma guria de óculos lá da floresta:

Na sexta fui ao “txiatro” (feito o véi Gonzaga falava) e vi um show do Paraibass ( grupo de contra-baixistas aqui da Paraíba, saca um vídeo deles aqui). Daí, lá pelas tantas um dos músicos, o mais ‘enxerido’, o cara anuncia que a próxima música vai ser romântica. Com aquela voz de bode molhado embargada e rouca de locutor de programa noturno, o músico solta: “E agora, em nosso momento ‘remember’, uma música para tocar os corações apaixonados. Manoelzinho de mangabeira dedica essa música à Joselma do valentina. ‘ Joselma , se a cada vez que eu pensasse em você eu sumisse um pouquinho… cadê eu?’ “

Tá, a piadinha é antiga ( e brega ), mas foi bem pra o momento. E o show foi do kct demais. Bem melhor do que o carioca ‘caozeiro’ que se apresentou em seguida. Ele era até melhor contra-baixista, mas meteu guitarra, sax, piano e batera na banda, aí ficou com cara de banda pop sendo instrumental. O que não deu muito certo.

Daí que lembrei dessa “piadinha” nesse domingo frio, brega e molhado. Algumas notas na viola e uma pizzazinha no fim da tarde ainda salvaram o dia. E cá estou eu em mais um final de final de semana a vagar pelo ciberespaço. Enquanto isso, ouço Lobão. Metido num misto de rock, brega, anos 80, lembranças, saudades, tédio, euforia, berros, água, fantasia e paixão. Estando assim também, é só ‘playar’ logo aí embaixo

Me chama

Lobão – Me chama

Décadance Avec Élégance

Lobão – Décadence Avec Élégance (Acústico MTV)

e-braços.

Algumas coisas na vida eu sempre quis poder dizer. Vestir a manta do conhecimento e fingir saber das coisas que de fato nunca sei. Dominar as palavras é essencial pra isso. Mesmo elas teimando em me trair, aqui e ali também me aproveito delas para falsear um pensamento ou dizer o indizível de forma convincente.

Mas o fato é que eu tenho pequenos espasmos quando ouço um “oxalá”, “quiçá”, “frieldade” ou “deveras”. Acho que são tentativas de tomar emprestado o respaldo de Oswald de Andrade, Djavan, Augusto dos Anjos e Fernando Pessoa, respectivamente. Não que sejam estes proprietários de tais termos É que eles acabam possuindo uma relação maior com os autores do que com seu real significado. Algo meio forçoso ao meu ver.

Posso até estar enganado (o que todos sabem ser bastante raro ¬¬), porém palavras como essas deveriam ser aposentadas de nossa língua e usadas com refinados critérios. Algo como aconteceu com a camisa onze do vasco (Romário), e que deveria certamente ser repetido com as camisas dez do santos(Pelé) e do flamengo (Zico).

Porque a dor de toda partida é compensada no regresso? Tudo se apaga? Ficam as marcas da ausência ou resignamos-nos de nossa condição?

O fato é que o Mirantânico retorna. Tamanho era o espaço que as “amenidades” que vinham despontando pelo Flooco que eu resolvi dividir a coisa em duas. Do lado de cá ficam as picuinhas do dia a dia e as indigestões de toda sorte. Algo que possa ser interessante para quem venha a ler este blog ou que meramente sirva-me como repositório de pensamentos.

Aos poucos veremos como o Mirantânico se comportará com sua vida própria. A quem interessar possa: atualize o link no seu wordpress e no blogspot.

E-braços.