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Hj foi um dia perdido na faculdade. A primeira aula, que seria no laboratório, não aconteceu por falta de energia. O professor da segunda aula nem teve a decência de dar as caras. Logo hj que queria ouvir ele dizer que tirei 10 na primeira prova, único da sala. PQP, eu devia fazer uma moldura com o trabalho, isso é coisa raríííííssima. Não que eu me importe muito com notas, mas…

Daí só me restou ir à biblioteca devolver um livro, no último dia do prazo, como de costume. Qual não foi minha constatação ao chegar lá? Como vai devolver livro se não tem energia, seu zé? Então subi aos céus, opa, ao andar de cima e fui ler qualquer besteira.

Acabei pegando um livro sobre mitos e me perdi entre as figurinhas. Ao devolvê-lo à estante, tropecei os olhos em outro chamado “ABC do Tarot”. Comecei a passear pelas páginas, entre os capítulos dedicados a cada carta: “Ceifador”, “Roda da Fortuna”, “Carro”, “A Forca” e outros mais. Quando a curiosidade começava a colocar as perninhas de fora, eis que a energia se reestabelece.

Mas ainda havia tempo de mais uma olhadela antes de poder devolver o livro e voltar pra casa. Então folheei mais algumas páginas e notei que entre as páginas do livro havia algo fazendo volume. Como já me ocorreu numa outra vez, encontrei folhas de caderno rabiscadas soltas ali. É um êxtase incontrolável que toma conta desse ser-zinho nada curioso que aqui gasta seu precioso tempo.

E aos poucos notei que as anotações eram em folhas miúdas, tinham estrutura semelhante, e comecei a reconher as palavras “ceifador, “forca” e “justiça” nelas. Credo, eram os esboços de catas de tarô. E tinha uma meio suja. Hã? Era um pingo de vela, e… doido, véi, havia também nas outras. “Como assim, Bial?”, diria a Fran. Fiquei com medo, mas inda deu tempo de tirar uma foto do cenário macabro. Detalhe que tou sem phoshop e foto é do celular.

tá bom, a história era essa. Cheiros.

Mas… pera lá… a luz acendeu quando eu manuseava o livro. Como assim, já tou com medo, vou tentar dormir. “Axé”