I’ll be back

“Sei que não chegou a hora de se ir embora é melhor ficar (…) E esse meu canto que não pressssstaaaa… que tanta gente então detesta… mas isso é tuuudo que me resta…. nesta festaaa haaaaa” Dale, Raul.

Ah, um cachorro sarnento, um chão enlameado, numa feira de domingo, uma chuva intermitente não tão sonora quanto os brados do vendedor de laranjas, doces e a ‘dez pelum real’. Uma gritaria insana e uma docilidade de uma gente que luta a cada dia por sua sobrevivência. No trabalho e fora dele. Eu? apenas um ponto apático cruzando o caminho de frutas e verduras podres no chão.

Preciso de Internet. Navegar é preciso, ora pois. Assim como o culpado carece de confessar-se. Aliva a tensão, danar-se no turbilhão de bits passando em frente aos olhos. Sim, há como conversar com o senhor de barbas brancas também pela Internet. Espia só: i-God . Em tempos de i-phones, i-tunes e i i i is…

Mas não posso reclamar dos últimos dias. Existe, sim, vida além da Internet. Ainda que muitos céticos e outros conservadores não admitam.

“…eu vou indo em busca de um sonho tranqüilo… -Quem sabe?”

Voltarei. Breve, breve.

“de passo a passo, passo”

Tou indo pra faculdade, indo tomar banho e almoçar. Inda não sei onde irei de chegar.

Passei ontem em frente a um terreno baldio aqui perto de casa. Era por volta das 16h de uma quinta feira ardida e um monte de marmanjo jogava futebol. Outros tantos aguardavam sua vez de jogar. “Quantos daqueles eram pais de família, tinham de sustentar suas casas, filhos, pais, esposa, etc?” – perguntei-me naquele momento. Mas o que importava se viviam bem consigo mesmos? Ao menos dentro daquelas quatro mal-traçadas linhas, corrigindo.

Será que estariam imensamente felizes fazendo a mesma faculdade que eu? Engolindo sapo dos professores, passando horas para entender de que forma uma chave de um banco de dados se relaciona com uma entidade, e demais frivolidades?  Qual o fim disso tudo? Passar noites a fio projetando sistemas para que as pessoas troquem informações mais eficazmente através de super plataformas globais? Já não poderiam fazer isso no campinho ali do lado enquanto aguardam sua vez de jogar?

Me dá um enfado esta sociedade complexa da nossa modernidade, pós-modernidade, ou o escambau que queiram nomear para sentirem-se mais inovadores e privilégiados.  Por vezes me dá um arroxo no peito e uma vontade de trabalhar levantando parede, tijolo por tijolo, pedra por pedra. E no fim algo sólido e concreto como fruto do meu trabalho. E não aquele papo do professor de Sociologia da comunicação com o “trabalho de sísifo” que é o jornalismo em sua realidade cotidiana, sua efemeridade cada vez maior.  E sua contribuição para construção de alguma para quem quer que seja. Quero mesmo é bater minha peladinha num campinho de terra batida. Simples como no começo.

Imagem do dia:

Little Wounded Soldier by *ACSolha on deviantART

tou com medo, num vou mentir

Hj foi um dia perdido na faculdade. A primeira aula, que seria no laboratório, não aconteceu por falta de energia. O professor da segunda aula nem teve a decência de dar as caras. Logo hj que queria ouvir ele dizer que tirei 10 na primeira prova, único da sala. PQP, eu devia fazer uma moldura com o trabalho, isso é coisa raríííííssima. Não que eu me importe muito com notas, mas…

Daí só me restou ir à biblioteca devolver um livro, no último dia do prazo, como de costume. Qual não foi minha constatação ao chegar lá? Como vai devolver livro se não tem energia, seu zé? Então subi aos céus, opa, ao andar de cima e fui ler qualquer besteira.

Acabei pegando um livro sobre mitos e me perdi entre as figurinhas. Ao devolvê-lo à estante, tropecei os olhos em outro chamado “ABC do Tarot”. Comecei a passear pelas páginas, entre os capítulos dedicados a cada carta: “Ceifador”, “Roda da Fortuna”, “Carro”, “A Forca” e outros mais. Quando a curiosidade começava a colocar as perninhas de fora, eis que a energia se reestabelece.

Mas ainda havia tempo de mais uma olhadela antes de poder devolver o livro e voltar pra casa. Então folheei mais algumas páginas e notei que entre as páginas do livro havia algo fazendo volume. Como já me ocorreu numa outra vez, encontrei folhas de caderno rabiscadas soltas ali. É um êxtase incontrolável que toma conta desse ser-zinho nada curioso que aqui gasta seu precioso tempo.

E aos poucos notei que as anotações eram em folhas miúdas, tinham estrutura semelhante, e comecei a reconher as palavras “ceifador, “forca” e “justiça” nelas. Credo, eram os esboços de catas de tarô. E tinha uma meio suja. Hã? Era um pingo de vela, e… doido, véi, havia também nas outras. “Como assim, Bial?”, diria a Fran. Fiquei com medo, mas inda deu tempo de tirar uma foto do cenário macabro. Detalhe que tou sem phoshop e foto é do celular.

tá bom, a história era essa. Cheiros.

Mas… pera lá… a luz acendeu quando eu manuseava o livro. Como assim, já tou com medo, vou tentar dormir. “Axé”

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Um quarto de Veredas

Passei a manhã arrumando meu guarda roupas. Entre tantas surpresas ao encontrar coisas que eu não lembrava exitirem, li textos antigos, joguei coisas fora, soprei a gaita com a esperança de que saísse alguma harmonia e saldosamente desmontei um radinho a pilhas. Tá um vazio agora sem tamanho no armário. Toda vez que faço isso, sinto que partes preciosas da minha vida vão se desfazendo de mim. Ainda que eu sequer lembrasse delas.

dentro de algum livro encontrei anotações que fiz de trechos do livro Grande Sertão:Veredas, um dos que infelizmente apenas comecei a ler há um bom tempo atrás. Não quero falar sobre o livro, nem sobre minha bagunça comedida. Deixo apenas algumas frases de Guimarães Rosa não sei se na boca de Riobaldo ou Diadorim:

“O diabo na rua no meio do redemoinho”

“Viver é negócio perigoso”

“… o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem ou é homem arruinado, ou o homem dos avessos. Solto, por si, cidadão é que não tem diabo nenhum”

“Vem o pão, vem a mão, vem o não, vem o cão.”

“Esses homem! Todos puxavam o mundo para si, para concertar o consertado.”

“Deus mesmo, quando vier, que venha armado.”

“Nem no Céu, fim de fim, como é que a alma vence se esquecer de tantos sofrimentos e maldades, no recebido e no dado?”

“Toda saudade é uma espécie de velhice.”

“O inferno é um sem-fim que nem não se pode ver. Mas a gente quer Céu é porque quer um fim: mas um fim depois dele a gente tudo vendo.”

Mais sobre o livro e outros aforismo aqui.

musiquetas para animar a noite.

Quando um microfone ligado, um violão de cordas puídas e uma voz desafinada unem-se numa noite besta.

Pequenas musiquetas para despistar o tédio. No repertório: Holofotes, RegraTrês e EstampasEucalol. Ainda nem sei como vou postar o resultado disso aqui no blog.

taí o link pra o arquivo de som. Só clicar aí e depois dar o play: boomp3.com

Mas hoje já me entreti com Totonho e Os Cabras num cd de 2005 – Sabotador de Satélites. Oq me parecia maluquice a princípio até me agradou, o cara é afinado. Meu pai conta que nos shows de Totonho na década 70/80 o cara cantava umas mpb massa, bem afinado e tals. Mas depois começou com um lance de espaçonave, satélite, extra-terrestre….. kkkkkkkk. Hoje ele mal pisa por aqui. Quero dizer, agora só anda pelas bandas das Orópa. Chique não? E vale apena. Principalmente as músicas: “Totonho venha salvar o mundo”, “Jaspion do Pandeiro”, “Poeira Estelar” e “Agemira” que é maizomenos assim: “a palha do coqueiro é feita de neon/ o peito da morena quando aperta faz um som/ quando aperta faz fon fon/ quando aperta faz fonfon” =D

Baixa aqui do SomBarato: Sabotador de Satélites -Totonho e os Cabras

Copenhague, Dinamarca, nos anos 70

Das coisas que eu já li em algum outro lugar(neste caso, na minha coleção do Pasquim21) e me deparo novamente aqui na Web.

Mais uma vez Faustino Von Wolffenbüttel. Fazer o que n eh mesmo? Vê se eu posso com isso:

“Tenho algumas macieiras no quintal, e antes de ir para o trabalho deixo duas dúzias numa mesinha em frente de casa e uma caixinha onde os “clientes” depositam o dinheiro das frutas. Hoje à noitinha não havia mais uma sobre a mesa e a conta bateu direitinho: 75 centavos por maçã. Embolsei os trocados, e ao entrar em casa minha mulher me informou que a enfermeira aparecera para ver nossa filha, que nasceu há duas semanas. Acompanhei o parto da minha mulher, e desde que ela voltou para casa uma enfermeira nos visita duas vezes por semana, o que acontecerá até a menina completar seis meses.”

O resto? Aqui na versão On line do Caderno B do JB: Um dia nos anos 70

Ainda que comunista, bêbado e endividado, o sujeito é responsável por boa parte da meia de ruminância diária a que dedico meus pensamentos. Nostálgico de um tempo que não foi meu, temo tornar-me ultrapassado antes mesmo dos primeiros fios de cabelos brancos. Mantenho a fé, no entanto, de uma melhora das condições de vida de nossa gente mediante o uso de nosso conhecimento para o bem de todos. Ou, como diria o velho lobo neste no texto acima: “Se o governo brasileiro fosse composto por seres humanos, que belo país seria o nosso, não é mesmo?”

para ganhar um milhão de reais

Tái…

é nessas horas que eu me pergunto: “pq eu não tenho uma idéia fdp dessas e largo a faculdade, a família a cidade tudo?” muito foda. Não consigo utilizar termos muito polidos ou políticos pra descrever este vídeo abaixo, ao menos não nesse blog.

acho que o pessoal tá participando de algum viral aí, não sei. nem tou com saco pra pesquisar. mas aí embaixo segue um outro vídeo. Menos instigante, mas ainda assim uma boa sacada.

[http://www.youtube.com/watch?v=L9eUBVpL0ZU]

Pois é, aceito sugestões aí nos coments para possíveis ‘propagandas’ como estas aí pra que eu possa usar.

=P